Sempre tive uma percepção que carrego comigo desde muito novo: ao percorrer caminhos rotineiros, em determinados dias, começo a notar detalhes que nunca haviam me chamado a atenção.
Isso não é por acaso. Existe um efeito psicológico onde nossa mente, em busca de segurança, se acostuma com o que é comum. Quando o caminho é conhecido, desativamos nosso "modo de sobrevivência" e a ansiedade baixa. Mas é justamente dentro dessa segurança e normalidade que mora a oportunidade de notar o novo no que julgamos comum.
Perceber texturas, cores e o desgaste do tempo em algo que sempre esteve ali é exercitar a presença. E por que falo isso? Porque a fotografia é, antes de tudo, o resultado dessas percepções. É notar um mundo que se transforma enquanto o resto das pessoas acha que está tudo igual.

Meu exercício diário é notar tudo e a todos. Perceber a alegria, a seriedade ou o cansaço na fisionomia de quem passa. É notar que uma árvore foi podada ou que a fachada de uma loja mudou. Fotografar é colocar esse "sentir" na intenção de abrir a câmera e registrar o que você sente.
E você, já havia parado para pensar nessas percepções diárias?
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